Economia
FGV prevê que alta da inflação da baixa renda vá se diluir
A alta da inflação registrada para a baixa renda em janeiro deste ano tende a se diluir em fevereiro, quando a taxa deve cair pela metade, livre de pressões sazonais como o reajuste das tarifas de ônibus, das mensalidades escolares e do aumento de preços de alguns alimentos, que ficaram mais caros por conta das dificuldades no cultivo.
A avaliação é do economista da Fundação Getulio Vargas (FGV), Andre Braz, que comentou hoje (4) o avanço de 1,32% do Índice de Preços ao Consumidor - Classe 1 (IPC-C1), de dezembro do ano passado para janeiro. A taxa é a mais alta desde maio de 2008.
De acordo com Braz, contribuíram para alta da inflação os custos de legumes e hortaliças, condições climáticas como excesso de calor ou de chuvas, além do reajuste de 0,01% para 5,06% dos transportes. Juntos, os segmentos representam cerca de 50% da renda das famílias que ganham até 2,5 salários mínimos, foco do IPC-C1.
“Não houve aumento generalizado. A pressão foi ocasionada por fatores sazonais. Houve variação no preço dos alimentos in natura, no preço das escolas e, fugindo um pouco dos fatores sazonais, o reajuste da passagem de ônibus em São Paulo e Salvador”, disse, ao explicar que as variações na capital paulista têm mais peso no indicador.
Em relação aos itens do grupo educação, leitura e recreação, a pesquisa da Fundação Getulio Vargas revela alta de 0,08% para 2,45%, embora o grupo tenha pouca relevância na renda da população pesquisada pela instituição, que está, em maioria, em escolas públicas.
Para este mês, como o clima deve afetar menos a produção de alimentos e como não estão previstos novos reajustes de mensalidades, a expectativa do economista é de que a inflação para baixa renda caia na próxima sondagem, mesmo com os reajustes das passagens de ônibus no Rio de Janeiro, que deve vigorar a partir de sábado (7).
“Dá para esperar que, em fevereiro, a redução da oferta desses alimentos não seja tão intensa e que haja, então, um recuo nos preços, diminuindo a pressão dessa classe de despesa”, explicou Braz.
Fonte:www.agenciabrasil.gov.br
Por Isabela Vieira
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